Key insights
- Unipar, a Brazilian chemical company, reported strong annual EBITDA growth but a slight stock decline after its Q4 2025 earnings release. While the company's performance was robust, driven by higher sales of chlorine derivatives and caustic soda, investor concerns over Q4 performance and international price pressures may be weighing on the stock. The company's focus on cost management and operational efficiencies was highlighted. The US market influence is slightly negative due to the potential read-across to global chemical companies.

Unipar reported its fourth-quarter and full-year 2025 financial results, highlighting a notable 16% growth in annual adjusted recurring EBITDA, reaching 1.1 billion BRL. Despite seasonal pressures impacting the fourth quarter, the company maintained a strong cash position and comfortable leverage levels. However, Unipar’s stock saw a slight decline of 2.4% following the earnings release.
Unipar’s performance in 2025 was marked by a significant increase in adjusted recurring EBITDA, which rose by 16% compared to 2024. The EBITDA margin improved to 22%, up from 19% the previous year. This growth was driven by higher sales of chlorine derivatives and caustic soda, despite a decline in PVC sales volumes. The company’s net income for the year reached 482 million BRL, and it generated 1.2 billion BRL in operating cash.
Following the earnings announcement, Unipar’s stock price fell by 2.4%, closing at 2.92 BRL. This decline comes despite the company’s robust annual performance, possibly reflecting investor concerns over the fourth-quarter EBITDA decline and international price pressures. According to InvestingPro data, the stock is trading near its 52-week low with a P/E ratio of just 7.19, and analysis suggests the stock may be undervalued relative to its Fair Value. The stock remains within its 52-week range, with a high of 4.95 BRL and a low of 2.82 BRL.
Unipar executives emphasized the company’s strategic focus on cost management and operational efficiencies. They highlighted a 5% reduction in fixed costs and successful initiatives in team reorganization and process automation. The management also pointed to the completion of the largest capital expenditure cycle as a key achievement for the year.
Unipar’s earnings call provided insights into the company’s strategic initiatives and financial health, underscoring its resilience in a challenging market environment. InvestingPro assigns the company a "GREAT" Financial Health Score of 3.11 out of 5, reflecting solid fundamentals despite recent market headwinds. For investors seeking deeper analysis, InvestingPro offers access to 6 additional ProTips for Unipar, along with comprehensive Fair Value estimates and detailed financial metrics to inform investment decisions.
Raquel, Event Moderator, Unipar: Resultados do quarto trimestre de 2025 e ano de 2025 da Unipar. Hoje estão presentes Rodrigo Cannaval, CEO, Alexandre Jerussalmy, CFO e Diretor de Relações com Investidores, e a equipe de RI. Informamos que este evento está sendo gravado e traduzido simultaneamente. A tradução está disponível clicando no botão Interpretation. Para aqueles que ouvem a teleconferência em inglês, há a opção de silenciar o áudio original em português, clicando em Mute Original Audio. A apresentação está disponível para download na plataforma e no site da companhia em ri.unipar.com. Após a apresentação, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas quando mais instruções serão fornecidas. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta teleconferência relativa às perspectivas de negócios da Unipar, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se crenças e premissas da administração da companhia, bem como informações atualmente disponíveis para a Unipar.
Considerações futuras não são garantias de desempenho, envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores e analistas devem compreender que condições gerais, condições do setor e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da Unipar, que podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais condições futuras. Gostaria agora de passar a palavra ao Alexandre Jerussalmy, que iniciará a apresentação. Por favor, Jerussalmy, pode prosseguir.
Alexandre Jerussalmy, CFO and Director of Investor Relations, Unipar: Olá a todos, bem-vindos ao nosso call de resultados do quarto tri e do ano de 2025. Lembrando que os números apresentados aqui nesse call estão ajustados pela exclusão dos efeitos da norma contábil IAS 29, que é aplicável a economias hiperinflacionárias, como ainda é o caso da Argentina. Vamos começar com os destaques operacionais de 2025, que incluíram entregas que, sem dúvida, fortalecem a resiliência do nosso modelo de negócios. Entregamos mais um ano de excelência operacional, uma taxa média de utilização de eletrólise no patamar de 80%, com destaque nesse ano pra nossa planta de Santo André e também pra nova planta em Camaçari, que já está operando à plena capacidade.
Tivemos também as vendas recordes de hipoclorito de sódio e de soda cáustica, evidenciando o nosso foco na maximização de produtos derivados de cloro e que não estão expostos ao ciclo petroquímico, também beneficiados pelo fato da Unipar ter uma escala e uma capacidade diferenciada de entrega aos nossos clientes. Alcançamos também, em 2025, o maior consumo de energia renovável produzida no Brasil, o que representa um dos nossos pilares de competitividade no acesso a insumos estratégicos. Bom, do ponto de vista de Capex, a nossa planta na Bahia, que foi entregue em dezembro de 2024, já está operando a plena capacidade, como eu comentei anteriormente. No contexto do nosso projeto de modernização tecnológica em Cubatão, paralisamos agora, em dezembro de 2025, a nossa operação de eletrólise a mercúrio e preparamos o caminho para início das operações da nova tecnologia agora a partir de março.
com isso, concluímos aqui na Unipar o nosso maior ciclo de Capex da história. Foi um ano que representou um marco importante do ponto de vista de ciclo de Capex pra Unipar. Como podem ver, em 2025, mantivemos o foco em aumento de competitividade por meio de tecnologias mais eficientes e consumo de energia competitiva, por meio de vendas concentradas em nossos mercados locais, tanto no Brasil quanto na Argentina, onde oferecemos reconhecidamente uma solução diferenciada a nossos clientes, seja pela proximidade de produção, seja pela escala e confiabilidade no fornecimento. Também maximizamos a venda de clorados, capturando as oportunidades originadas pelos investimentos na indústria de saneamento, por exemplo.
Isso como estratégia pra enfrentar os desafios externos, que não estão no controle, obviamente, da Unipar, e que foram basicamente, ao longo de 2025, o ciclo petroquímico, que traz margens persistentemente baixas, um alto volume de importação de PVC, que em 2025 atingiu níveis recordes aqui no Brasil, e o mercado de PVC da Argentina, que segue enfraquecido ainda como consequência das reformas macroeconômicas do país. Passando pra próxima tela, pessoal, temos os destaques econômico-financeiros de 2025. Alcançamos um EBITDA ajustado recorrente de BRL 1.109 bilhões, 16% maior do que 2024, com margem de 22%. Chegamos a um lucro líquido de BRL 482 milhões no ano e tivemos uma geração operacional de caixa de BRL 1.248 bilhões.
Nossa posição de caixa finalizou o ano em BRL 1.78 bilhões, o que representa uma cobertura de 26 meses pra amortização de dívidas, e nossa alavancagem fechou o ano em 2.2 vezes, o que é um nível bastante confortável, considerando que a nossa dívida tem um prazo médio de 73 meses, sendo que 90% vence somente a partir de 2029, além de praticamente não termos endividamento com bancos comerciais. Esses resultados sólidos de 2025 foram marcados por iniciativas voltadas à redução de custos fixos, que geraram uma redução da ordem de BRL 67 milhões em 2025 versus 2024. Eu vou comentar um pouco mais à frente na apresentação sobre isso.
Pela conclusão do nosso maior ciclo de Capex da história da companhia, como eu comentei anteriormente, o que elimina um fator de pressão em nossa alavancagem, e pela melhoria do nosso perfil de dívida, que traz conforto pros próximos anos. A nossa visão, como a gente vem comentando em diversos calls, continua sendo uma visão de longo prazo, que visa uma resiliência cada vez maior pra enfrentar desafios externos, como, por exemplo, o desafio persistente do ciclo petroquímico de baixo. Na próxima tela, trazemos os destaques do quarto tri e tivemos no trimestre uma taxa de utilização de eletrólise de 79%, com destaque aqui também pras plantas de Santo André e de Camaçari.
O volume de vendas seguiu os efeitos da sazonalidade típica do último trimestre do ano, além do mercado de PVC pressionado no Brasil, com vendas de clorados em linha com o trimestre anterior e com redução de vendas tanto em PVC quanto em soda. Tivemos no trimestre um aumento do volume de energia elétrica de fontes renováveis autoproduzida no Brasil, que representou 68% do consumo do trimestre no Brasil versus 63% do trimestre anterior. Do ponto de vista de resultados econômicos, nosso EBITDA recorrente foi de BRL 182 milhões no quarto tri, com margem de 16%, ou seja, menor do que o terceiro trimestre. Isso se explica principalmente pela queda nos preços internacionais, tanto de soda quanto de PVC no quarto trimestre, de 5% e 10% respectivamente.
Esse EBITDA recorrente do quarto tri foi ajustado, pessoal, pela exclusão de algumas despesas não recorrentes ocorridas agora no quarto tri, que foram a provisão contábil de margem negativa e estoque de PVC, que pode ser revertida a depender da dinâmica de preços, futuros de PVC. Também um outro ajuste foram várias despesas relacionadas à finalização da projeto de modernização tecnológica de Cubatão, como, por exemplo, despesas de descontinuidade de eletrólise a mercúrio e também despesas de baixa de estoque de equipamentos sobressalentes, relativo justamente às tecnologias em substituição. Em termos de geração de caixa operacional, finalizamos o trimestre com uma geração de BRL 296 milhões. A tela seguinte apresenta a evolução da taxa de utilização de eletrólise no Brasil e na Argentina e mostra uma taxa consolidada consistentemente no patamar de 80%, o que consideramos bastante saudável.
Tivemos também uma